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Inadimplência em condomínios no Rio de Janeiro: os números de 2025–2026 e como reduzir

15 de outubro de 2026 · Imóvel Pay

O condomínio do Rio de Janeiro vive uma combinação delicada: inadimplência acima da média do país, taxas subindo mais que a inflação e milhares de ações de cobrança por trimestre no Tribunal de Justiça. Para o síndico e a administradora, isso significa caixa apertado e mais tempo gasto cobrando. Veja o que dizem os números e o que funciona para reverter o quadro.

Os números do Rio

Inadimplência acima da média nacional

Pelo índice da Superlógica, que acompanha boletos com mais de 90 dias de atraso, a inadimplência condominial no estado do Rio de Janeiro foi de 7,04% no 1º semestre de 2025, contra 6,5% na média nacional do mesmo período. A taxa média de condomínio no estado ficou em R$ 868,70 (Paraíba Business, com dados da Superlógica).

No ano de 2025 completo, a média nacional foi de 6,28%, com pico em junho (7,19%) e mínima em dezembro (5,87%). A Região Sudeste fechou em 5,93% (SíndicoNet).

O que isso significa no caixa do prédio

Os percentuais parecem pequenos até virarem dinheiro. Um condomínio com 200 unidades e cota média de R$ 868,70 arrecada cerca de R$ 173,7 mil por mês. Com 7% de inadimplência, deixam de entrar R$ 12,2 mil por mês, ou quase R$ 147 mil por ano. É a folha de um porteiro, a manutenção dos elevadores ou a obra que fica para depois.

Taxas subindo acima da inflação

Levantamento do Secovi Rio em 20 bairros mostrou que, entre julho de 2025 e junho de 2026, a taxa de condomínio subiu 11,8% no Centro, 9,3% no Jardim Botânico e 8,9% em Botafogo, enquanto o IPCA do período foi de 4,64%. Em alguns prédios, a conta de água passou a representar até 45% do orçamento (Diário do Rio). Cota mais cara, para a mesma renda, é terreno fértil para o atraso.

A cobrança que vira processo

Dados do TJRJ compilados pelo Secovi Rio mostram 3.236 ações de cobrança de cotas condominiais no estado no 1º trimestre de 2026, contra 3.470 no mesmo período de 2025. Na capital, os foros regionais da Barra da Tijuca, Campo Grande, Jacarepaguá e Méier aparecem entre os que mais recebem ações. Cerca de 90% são cobranças simples (Monitor Mercantil).

Esse último número é o mais revelador: a grande maioria dos processos é de dívidas comuns, que poderiam ter sido resolvidas antes, com mais rapidez e menos custo para todos.

Por que o morador atrasa (e por que isso importa)

A maior parte da inadimplência não é má-fé. É falta de fôlego pontual: um mês com IPTU, matrícula escolar, uma despesa médica ou uma demissão. Quando a cobrança só oferece duas opções, “pague tudo agora” ou “vamos à Justiça”, esse morador tende a empurrar a dívida, que cresce com multa e juros até virar processo.

Por isso as estratégias que mais funcionam são as que dão uma saída viável ao morador sem colocar o caixa do condomínio em risco.

O que síndicos e administradoras do Rio estão fazendo

  1. Régua de cobrança automática. Lembrete antes do vencimento, aviso no dia seguinte, contato humano na primeira semana. Quanto mais cedo o contato, maior a recuperação. Veja 7 estratégias para reduzir a inadimplência.
  2. Parcelamento no cartão com recebimento à vista. O morador quita o boleto, inclusive atrasado, e paga em parcelas na fatura do cartão. O condomínio recebe o valor integral em D+1, sem financiar ninguém e sem risco de acordo quebrado. Entenda como funciona o parcelamento de condomínio e como ele se compara à garantidora.
  3. Cobrança extrajudicial estruturada para os casos que não respondem à régua, com proposta de acordo formal. Saiba mais sobre a cobrança extrajudicial de condomínio.
  4. Protesto em cartório, que no Rio pode ser feito sem custo antecipado para o condomínio. Veja como funciona o protesto de cota condominial no Rio de Janeiro.
  5. Ação judicial só para o que sobra. Com as etapas anteriores bem feitas, o jurídico fica com os casos realmente difíceis, e não com os 90% de cobranças simples.
  6. Transparência com o conselho. Relatórios mensais de inadimplência por unidade e por faixa de atraso ajudam a decidir com dados e mostram o resultado do trabalho. Para o síndico profissional, isso é argumento de renovação de contrato. Veja como prestar contas com transparência.

A Imóvel Pay no Rio

A Imóvel Pay é do Rio de Janeiro e trabalha com mais de 40 administradoras do estado, com parcelamento no cartão, cobrança extrajudicial e atendimento integrados ao sistema que a administradora já usa. Se você é síndico ou administradora, fale com a gente para ver os números da sua carteira.

Os números citados são de fontes públicas, com links acima. Os índices de inadimplência variam conforme a metodologia de cada levantamento.

Perguntas frequentes

Qual é a taxa de inadimplência dos condomínios no Rio de Janeiro?

Segundo o índice da Superlógica, a inadimplência condominial no estado do Rio de Janeiro foi de 7,04% no 1º semestre de 2025, acima da média nacional de 6,5% no mesmo período. O índice considera boletos com mais de 90 dias de atraso.

Quantas ações de cobrança de condomínio existem no Rio?

Levantamento do Secovi Rio com dados do TJRJ apontou 3.236 ações de cobrança de cotas condominiais no estado no 1º trimestre de 2026. Cerca de 90% são cobranças simples, que poderiam ter sido resolvidas antes de virar processo.

Quando a inadimplência costuma subir?

Nos dados nacionais da Superlógica de 2025, o pico foi em junho (7,19%) e a mínima em dezembro (5,87%). O início do ano também costuma pesar no orçamento das famílias, com IPTU, matrícula e material escolar.

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